segunda-feira, 18 de novembro de 2013

TD (Teste do Desejo)

14h30 faço-me à estrada, destino traçado Leiria. Enquanto a chuva fustiga o pára-brisas e as escovas lutam de forma incessante e inglória contra a intempérie, interrogo-me o porquê desta visita, nunca achei piada a quem paga para obter satisfação sexual, sempre gostei que quem tivesse comigo o fizesse pelas minhas qualidades e defeitos e não me encarasse como uma nota ou uma carteira recheada. No entanto o meu lado pragmático prevalece, afinal ando carente por sentir algum calor e carinho, por sentir-me desejado e quem melhor recorrer do que alguém que tem alguma compatibilidade comigo e não me irá julgar pelo que irei fazer. Na prática os 50€ seriam como se eu pagasse um jantar a uma amiga colorida, o qual seria seguido pelo acto propriamente dito.
Após 135km de auto-estrada e de muitos pensamentos chego finalmente ao meu destino. Ligo-te para o telemóvel, o meu coração dispara e bate compassadamente ao ritmo do sinal de chamada, tu atendes e indicas finalmente o caminho até à tua casa. A ânsia de finalmente conhecer-te toma conta de mim e conto os metros até chegar.
Toco à tua porta, subo as escadas em 2 passadas e vejo-te de forma tímida com a porta entreaberta a receber-me, como uma mulher recebe um amante, com um misto de descoberta e excitação. Para quebrar o gelo trago na minha mão o Tang, que é uma Tanga porque na prática deveria ser Tango (só mais tarde percebi o quão idiota fui). Antes de o pousar não resisto e vou recolher o meu prémio, fito-te nos olhos e provo o sabor dos teus lábios, beijo-os com entrega e paixão para que sintas o quanto te desejo. Se não resistisse aos meus instintos primários, rasgaria o teu vestido negro que tão bem te caía e possuía-te mesmo ali sem apelo nem agravo.
Começamos a dançar uma dança que tão bem conheço, as minhas mãos (enquanto te beijo) conhecem o teu corpo, as tuas seguem-lhe o exemplo, o teu cheiro deixa-me possuído de luxúria, beijo os teus peitos com reverência e entrega, os teus gemidos tímidos deixam-me louco, o meu pau palpita dentro das minhas calças quase ganhando vida própria e desejando saltar fora das calças. É tempo de ir tomar um banho para arrefecer os ânimos (ou não).
No banho, após nos lavarmos chupas-me de forma marota, o teu olhar devasso deixa-me mais louco de tesão, a tua língua em movimentos circulares inunda-me de prazer. Apetecia-me estar horas neste prazer perverso mas decidimos limpar-nos para depois encaminhares-me para a sala. Nesse momento passo eu a comandar, beijo-te todo o corpo, e torturo-te beijando-te todo o corpo menos o sítio que mais desejas. Sinto-me como o predador que rodeia a presa sem a caçar à espera do momento certo para a atacar. Sinto o teu clitóris inchado quase a rebentar de prazer, não resisto e caio de boca mortinho para provar o líquido mais precioso que conheço, digno dos deuses, o teu mel. De forma ritmada, chupo e sorvo-te, a minha língua e lábios começam a dançar uma estranha dança com a tua coninha que se contorcia acompanhando a cadência marcada por mim. Corro como um louco e recebo a recompensa no final, o teu vir que de forma prazeirosa é engolido por mim até à ultima gota.
Entretanto e ao som “daquela pasta de ficheiros” que tu cuidadosamente preparaste para a minha recepção, entro dentro de ti fitando-te sempre nos olhos, nesse momento apenas existíamos nós e o som que saía eroticamente pelas colunas e nos ditava o ritmo e a intensidade dos movimentos. De forma desajeitada, apresso o que deveria ser apreciado de forma subtil, tu apercebes-te e corriges-me como uma professora corrige o aluno. Após minutos de puro prazer entrego-me a ti, deixando o peso do meu corpo cair sobre o teu como se saísse derrotado de uma guerra onde no final das contas saímos ambos vitoriosos.
O tempo passa depressa, falo contigo e sinto-me constrangido por estar a exceder  largamente a s duas horas que combinei contigo, penso naquilo que pensei no início da viagem e de facto sinto-me mais como um amigo colorido do que um cliente, volto a reflectir sobre o que pensei impulsivamente, e sem a ingenuidade de há segundos atrás constato que é isso que te faz tão especial neste universo das gp, a empatia que tu tens com quem recebes no teu regaço e no calor do teu “lar”.
Vou-me embora da mesma maneira que entrei, como se de um amante se tratasse, entro no carro olho para trás, sinto um misto de alegria e tristeza, alegria por ter valido a pena conhecer-te e passado um bom momento contigo e tristeza por provavelmente ser um momento isolado e irrepetível.

nota- texto recebido por email

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